
A Direção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) da Polícia Nacional desmantelou parcialmente uma associação criminosa transnacional suspeita de praticar crimes informáticos com o objetivo de realizar transações bancárias ilícitas no sistema financeiro angolano.
A investigação teve início na sequência de uma denúncia sobre o alegado sequestro de um cidadão brasileiro de 38 anos. No entanto, as diligências permitiram apurar que o cidadão fazia parte da organização criminosa, tendo sido recrutado através das redes sociais para integrar um esquema destinado a invadir sistemas bancários e executar transferências fraudulentas de elevados montantes.
Segundo a DIIP, a organização, autodenominada “TERMINAL – Linha de Comando”, era composta por cidadãos angolanos, brasileiros, nigerianos e namibianos e dedicava-se à invasão de sistemas bancários, interceptação fraudulenta de códigos OTP, burla informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais. O grupo utilizava equipamentos informáticos para interferir nos sistemas de bancos como o BFA, BIC, BAI, BCI e Banco Millennium Atlântico.
As investigações apontam ainda que a associação criminosa preparava uma transferência bancária fraudulenta avaliada em cerca de 10 mil milhões de dólares norte-americanos, contando, alegadamente, com o envolvimento de funcionários de instituições públicas e privadas para facilitar o desbloqueio de contas e o acesso a informações privilegiadas.
No âmbito da operação, foram detidos oito suspeitos, entre os quais um cidadão brasileiro e sete angolanos, com idades entre os 25 e os 38 anos. Os detidos foram presentes ao Gabinete de Cibercriminalidade e Prova Eletrónica da Procuradoria-Geral da República e, posteriormente, ao juiz de garantias para o primeiro interrogatório judicial