O presidente norte-americano, Donald Trump, reforçou hoje as sanções contra Cuba, alegando que o país representa “uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.
As novas sanções, decididas através de um decreto presidencial, visam bancos estrangeiros que colaboram com o Governo cubano e impõem restrições em matéria de imigração, aumentando a pressão sobre Havana em plena crise económica.
Neste decreto, Donald Trump impõe sanções contra pessoas e entidades envolvidas nos sectores da energia, das minas e noutros sectores da ilha, bem como contra qualquer pessoa considerada culpada de “graves violações dos direitos humanos”.
Em resposta, o Governo cubano qualificou como “ilegais e abusivas” as novas sanções impostas hoje pelo Presidente norte-americano. “Reprovável, mas curioso e ridículo. O Governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.
Além disso, Bruno Rodríguez considerou as novas medidas de Washington uma resposta “ao desfile do Dia do Trabalhador com mais de meio milhão de cubanos em Havana, encabeçado pelo general do Exército Raúl Castro e pelo Presidente, Miguel Díaz-Canel, e às assinaturas de seis milhões de cubanas e cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético”.
Washington acusa o Governo cubano de conduzir “políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos”, contrárias “aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas”.
Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impõe a Cuba, desde Janeiro, um bloqueio petrolífero, tendo autorizado, desde então, apenas a chegada de um único petroleiro russo.