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Guterres anunciou fim da missão das Nações Unidas no Mali após 10 anos

todayJaneiro 1, 2024 88

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Nações Unidas – A missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) chegou este domingo ao fim, como acordado com as autoridades militar no poder, após dez anos de apoio ao processo de paz no país africano, anunciou o secretário-geral da organização, António Guterres.

Em comunicado divulgado domingo, António Guterres destacou o “papel-chave” desempenhado pela Minusma, “velando pelo respeito do cessar-fogo, no quadro do acordo de paz e reconciliação de 2015”, firmado entre os militares no poder em Bamako e grupos rebeldes do Norte do país.

Guterres prestou “homenagem aos 311 funcionários da Minusma que perderam a vida e aos mais de 700 feridos ao serviço da paz ao longo dos dez anos de destacamento” no Mali, em resultado sobretudo de ataques levados a cabo por grupos afiliados das organizações terroristas Al-Qaida e Estado Islâmico.

A Minusma foi mobilizada para o Mali em 2013, no contexto da propagação do radicalismo islâmico que ameaçava a estabilidade do país, mas as Nações Unidas sempre ressalvaram que o seu papel não passava por combater os grupos extremistas, mas apenas assegurar o respeito pelo acordo de paz e ajudar as autoridades de Bamako a estabilizarem a região Centro, outrora um foco de violência, e proteger os civis e os direitos humanos.

Em Junho, Abdoulaye Diop, chefe da diplomacia dos militares que tomou o poder, pela força, em 2020, exigiu, perante o Conselho de Segurança, a retirada “sem demora” da missão das Nações Unidas.

O responsável decretou “o fracasso” da Minusma e considerou que a missão não era a solução, mas “parte do problema”.

A Minusma não podia permanecer no país contra a vontade das autoridades malianas e o Conselho de Segurança pôs fim ao seu mandato, fixando o 31 de Dezembro como prazo limite para a retirada.

Durante a vigência da Minusma, a violência alastrou-se aos vizinhos do Burkina Faso e do Níger, causando milhares de mortos, civis e combatentes, e a deslocação forçada de milhões de pessoas.

Nos últimos anos, a Minusma – que chegou a ter cerca de 15 mil polícias e soldados, oriundos de dezenas de países – foi a missão das Nações Unidas mais duramente afectada por ataques mortíferos.

Ainda assim, a missão foi sendo alvo de críticas por parte da sociedade maliana, denunciando a sua incapacidade para debelar a crise instalada no país.

Segundo Guterres, concluída a fase de retirada, hoje, segunda-feira, começará o “período de liquidação”, que passa por entregar às autoridades malianas os últimos equipamentos e pôr fim aos contratos ainda existentes.

Durante esse período, “uma equipa reduzida” das Nações Unidas e “os últimos” soldados e polícias dos países contribuidores permanecerão nas regiões de Gao (Norte) e Bamako, para supervisionar o transporte de bens da missão

Editor: Carla

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