
O Brasil ocupa há décadas uma posição singular na abertura do debate geral da Assembleia Geral das Nações Unidas: é tradicionalmente o primeiro Estado-membro a subir à tribuna. Logo depois vem, por tradição, os Estados Unidos, por serem o país anfitrião da sede da ONU.
A prática consolidou-se nos primeiros anos das Nações Unidas e tornou-se uma tradição diplomática. A própria ONU no Brasil assinala que, desde a 10.ª sessão da Assembleia Geral, em 1955, o Brasil abre os discursos do debate geral.
A tradição está também associada ao papel desempenhado pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha nos primeiros anos da organização. Aranha presidiu à primeira sessão extraordinária da Assembleia Geral, em 1947, e à segunda sessão ordinária, no mesmo ano. A ONU esclarece, no entanto, que esta precedência concedida ao Brasil não está formalmente estabelecida nas regras da Assembleia Geral é uma tradição que se mantém ao longo das décadas.
Assim, antes dos discursos dos países, intervêm normalmente responsáveis da própria organização, como o Secretário-Geral e o Presidente da Assembleia Geral. Entre os Estados-membros, porém, o Brasil é o primeiro a discursar, seguido dos Estados Unidos.
Na 81.ª sessão, cujo debate geral começa esta terça-feira, 22 de Setembro de 2026, a tradição volta a ser cumprida, com o Brasil a abrir as intervenções dos Estados-membros.