O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, este sábado, 5, na província do Cunene, as barragens do Ndúe e do Calucuve, bem como os respectivos canais adutores e chimpacas, infra-estruturas consideradas estratégicas no combate aos efeitos da seca no sul de Angola.
Os dois projectos passam a integrar o conjunto de infra-estruturas do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), juntando-se ao já funcional Canal do Cafu, também localizado na província do Cunene.
A cerimónia de inauguração contou com a presença de altas figuras do Estado angolano e de convidados estrangeiros. Entre os presentes destacou-se o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Antoine Tshisekedi, o Ministro da Energia da Namíbia, bem como os embaixadores dos dois países acreditados em Luanda.
A Barragem do Ndúe foi concebida para beneficiar aproximadamente 60 mil habitantes. O sistema inclui um canal adutor com 75 quilómetros de extensão e 15 chimpacas, destinadas ao armazenamento e distribuição de água.
Durante a execução do projecto foram igualmente criados cerca de 1.700 empregos directos, contribuindo para o reforço da actividade económica e do emprego na região.
Já a Barragem do Calucuve vai assegurar o fornecimento de água a quase 90 mil habitantes do Cunene, através de um canal adutor com 240 quilómetros de extensão.
A infra-estrutura dispõe, a jusante, de 22 chimpacas para armazenamento de água, aumentando a capacidade de retenção e distribuição do recurso, sobretudo numa região marcada pela escassez de água e pelos efeitos recorrentes da seca.
A construção da Barragem do Calucuve permitiu ainda a criação de aproximadamente 2.500 empregos directos.
Com a entrada em funcionamento das duas barragens e dos respectivos sistemas de condução e armazenamento, o Executivo angolano reforça a estratégia de mitigação dos efeitos da seca no sul do país, particularmente na província do Cunene.