O Ministério da Cultura manifestou profundo pesar pela morte do músico e saxofonista António Manuel Fernandes “Nanuto”, falecido esta sexta-feira, 15 de maio, em Lisboa, Portugal, vítima de doença, aos 68 anos de idade.
Numa nota de condolências, o Ministério destaca o percurso artístico de Nanuto, considerado um dos primeiros saxofonistas africanos a afirmar-se com uma carreira a solo. Natural do Sambizanga, em Luanda, o músico iniciou-se na bateria, na Casa dos Rapazes de Luanda, tendo posteriormente enveredado pelo clarinete e, mais tarde, pelo saxofone.
O comunicado recorda ainda que o artista estudou música em Portugal, Cuba, Estados Unidos e República Dominicana, construindo uma carreira marcada pela fusão de estilos como semba, kilapanga, afrobeat e bossa nova.
Ao longo do seu percurso, António Manuel Fernandes “Nanuto” lançou álbuns como Marés, Kizofado, Luandei, Bisa e Ximbika. O seu trabalho mais recente, Gato Viju, foi editado em Novembro de 2021.
A nota destaca igualmente as colaborações do saxofonista com artistas nacionais e internacionais, entre os quais Pablo Milanés, Luís Represas, Martinho da Vila, Simone, Daniela Mercury e Leci Brandão.
Em nome do ministro Filipe Silvino de Pina Zau e dos funcionários do Ministério da Cultura, a instituição apresenta condolências à família e aos amigos do artista, sublinhando que Angola perde “um cidadão de grande dimensão humana, intelectual e cultural”.