
Angola reafirmou, esta sexta-feira, 23 de Janeiro, em Genebra, o seu firme compromisso com o multilateralismo, os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas e o papel central da Assembleia-Geral da ONU como principal órgão deliberativo da organização.
A posição foi expressa pela Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas em Genebra, Ana Maria de Oliveira, durante a 39.ª sessão especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dedicada à deterioração da situação dos Direitos Humanos na República Islâmica do Irão.
Na sua intervenção, a diplomata sublinhou que o Governo angolano mantém um forte compromisso com a promoção e protecção dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e os instrumentos internacionais relevantes. Defendeu ainda o diálogo construtivo e a assistência técnica como vias adequadas para a promoção dos direitos humanos.
Angola rejeitou a politização dos Direitos Humanos e a selectividade dos Mecanismos Especiais, apelando ao reforço da cooperação internacional e ao respeito pela soberania dos Estados, conforme estabelecido pelos instrumentos das Nações Unidas.
Por fim, Ana Maria de Oliveira destacou que Angola acredita que o diálogo, a inclusão e o envolvimento genuíno entre as partes são os meios mais eficazes para prevenir a polarização e alcançar soluções sustentáveis, reiterando o empenho do país em contribuir para o reforço da credibilidade, objectividade e universalidade do sistema internacional de Direitos Humanos.