
A União Africana anunciou hoje o levantamento das sanções impostas à Guiné, país da África Ocidental que se encontrava suspenso dos órgãos da organização desde o golpe de Estado de setembro de 2021.
Em comunicado, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana saudou a eleição presidencial realizada no final de dezembro, vencida pelo general Mamadi Doumbouya, e decidiu retirar a suspensão da participação da Guiné nas atividades do bloco continental.
Mamadi Doumbouya, de 41 anos, lidera o país desde o golpe que depôs o então Presidente Alpha Condé. Nas eleições presidenciais, obteve 86,72 por cento dos votos, apesar de inicialmente ter assegurado que nenhum membro da junta militar concorreria ao pleito no termo do período de transição.
Durante a fase de transição, vários partidos políticos foram suspensos, manifestações públicas proibidas desde 2022 e dirigentes da oposição e da sociedade civil detidos, condenados ou forçados ao exílio.
A tomada de posse de Mamadi Doumbouya como Presidente da República decorreu no último fim-de-semana, num estádio da capital, perante cerca de 50 mil pessoas, com a presença de vários Chefes de Estado africanos.
Nos últimos meses, a União Africana tem suspendido países envolvidos em golpes de Estado, como o Mali e o Burkina Faso, enquanto as sanções aplicadas ao Gabão foram levantadas em abril de 2025.