
Angola produz mais de oito milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, mas dispõe de apenas sete aterros sanitários, segundo o Relatório Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos referente a 2025, apresentado esta terça-feira, em Luanda, pela Agência Nacional de Resíduos.
O documento, elaborado com base nos dados do Censo 2024 e em informações recolhidas nas 21 províncias, indica que cada cidadão produz, em média, 0,42 quilogramas de resíduos. Em Luanda, a taxa de recolha situa-se entre 70 e 80 por cento, enquanto em várias regiões do país continua abaixo das necessidades.
A Agência Nacional de Resíduos alerta para a predominância de lixeiras a céu aberto e aponta as províncias do Sul entre as zonas mais críticas, devido aos problemas sanitários associados à deficiente gestão dos resíduos.
Entre as principais medidas defendidas estão o reforço dos meios de recolha, a construção de infra-estruturas de tratamento e destino final, maior fiscalização e educação ambiental, além da integração dos catadores na cadeia de gestão.
A Agência considera ainda a economia circular uma oportunidade para gerar empregos e novos negócios, através do aproveitamento de matéria orgânica e da reciclagem de plástico, ferro e vidro.
Os dados serão analisados pelos intervenientes do sector durante um mês antes da publicação da versão final. A meta é utilizar o relatório na definição de políticas públicas que permitam elevar a taxa de reciclagem para 20 por cento até 2027.