Foi relançada, esta quarta-feira, 12 de agosto, em Havana, a cooperação em matéria de política cultural entre Angola e Cuba, com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre os Ministérios da Cultura dos dois países.
O acordo visa estabelecer bases sólidas de cooperação em áreas como o património cultural, a educação artística, a realização de eventos artísticos, os arquivos e as bibliotecas, entre outros domínios.
O documento foi rubricado pelos titulares dos departamentos ministeriais da Cultura de Angola e de Cuba, Filipe Zau e Alpidio Alonso Grau, respectivamente.
Com o acordo, os dois países pretendem ampliar o conhecimento sobre a identidade nacional, a civilização, a cultura e as artes de ambas as nações, bem como apoiar o desenvolvimento das indústrias culturais.
Segundo o Ministro da Cultura de Angola, Filipe Zau, o entendimento prevê ainda ampliar e assegurar a participação de criadores das áreas da arte e da cultura em festivais e exposições internacionais realizados nos dois países, assim como facilitar o intercâmbio de especialistas para a partilha de experiências.
Filipe Zau e uma delegação que o acompanha encontram-se em Cuba desde domingo e participaram no I Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, realizado no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do antigo Presidente cubano, Fidel Castro Ruz, que se assinala esta quinta-feira, 13 de agosto.
As relações culturais entre Angola e Cuba assentam numa base histórica profunda, marcada pelo estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, a 15 de Novembro de 1975, apenas quatro dias depois da proclamação da independência de Angola.
A ligação histórica é também reforçada pelo reconhecimento de que as bases da cultura cubana possuem uma forte matriz africana. Estima-se que cerca de 1,3 milhões de africanos tenham sido levados para Cuba durante o tráfico transatlântico de escravos, muitos dos quais oriundos do território que corresponde actualmente a Angola.