A Federação Senegalesa de Futebol recusou devolver o troféu do Campeonato Africano das Nações – CAN e ameaça avançar para o Tribunal Arbitral do Desporto – TAD após a decisão da Confederação Africana de Futebol – CAF de retirar o título 58 dias depois da final frente a Marrocos.
A decisão da CAF surge na sequência de um protesto apresentado por Marrocos, na sequência de uma final marcada por grande confusão. O organismo considerou que a selecção do Senegal abandonou o relvado em protesto contra a marcação de um penálti, motivo pelo qual lhe foi atribuída uma derrota administrativa por 0-3.
A final do CAN, disputada em janeiro, em Rabat, terminou em clima de caos. A marcação de um penálti a favor de Marrocos, já no período de compensação e com o resultado em 0-0, desencadeou protestos intensos por parte dos jogadores senegaleses.
Durante os incidentes, alguns atletas abandonaram o relvado, enquanto nas bancadas se registaram tentativas de invasão de campo e arremesso de objetos. Apesar da confusão, o jogo prosseguiu, e após o falhanço de um penálti por parte de Brahim Díaz, o Senegal acabaria por marcar no prolongamento, por intermédio de Pape Gueye, garantindo inicialmente a vitória por 1-0.
Com a decisão da CAF, o título é agora retirado ao Senegal, abrindo espaço para um possível litígio internacional junto do TAD.