
O Presidente da República autorizou, nos últimos dias, uma despesa de 449 milhões de euros para a criação de infraestruturas integradas em várias áreas turísticas do país.
Trata-se das áreas do Polo de Desenvolvimento Turístico do Cabo Ledo e do corredor costeiro do país, designadamente a Baía das Pipas, do Tômbwa e a dos Três Irmãos, na província do Namibe, bem como a Baía do Quicombo, na província do Kuanza-Sul.
As intervenções visam a construção de infraestruturas essenciais nas áreas turísticas identificadas, nomeadamente vias de acesso, sistemas de abastecimento de água, saneamento, energia, telecomunicações e iluminação pública.
Recentemente, o ministro do Turismo, Márcio Daniel, afirmou que a ideia é criar um ambiente favorável à instalação de empreendimentos turísticos e à mobilização de investimento privado, tanto nacional como internacional. Clique no áudio e ouça:
Do Tômbwa, na província do Namibe, chegam reacções dos operadores turísticos, que saudam a iniciativa presidencial e consideram que a mesma surge como um desafio à classe, que deve agora aproveitar as oportunidades empresariais que serão criadas. Jornalista Afonso Diakuassundua. Clique no áudio e ouça:
Entretanto, o presidente da APIMA – Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola, defende que projectos desta natureza devem ser adjudicados a empresas e quadros nacionais.
Para Massada António Culembala, um bom sinal é o grande projecto estruturado do Centro de Convenções da Chicala, uma obra pensada e em execução por empresas e quadros angolanos.
O responsável espera, por isso, que na construção de infraestruturas integradas com financiamento público sejam igualmente as empresas e os profissionais nacionais a assumir as obras. Clique no áudio e ouça:
Noutro momento, Massada António Culembala avançou que, depois do pré-cadastramento, a APIMA está agora a proceder ao cadastro dos profissionais imobiliários em Angola.
Segundo explicou, o pré-cadastro indica que o país conta actualmente com mais de dois mil profissionais do sector imobiliário. Clique no áudio e ouça: