Assinala-se amanhã mais um aniversário do 4 de Fevereiro de 1961, data que marca o início da luta armada de libertação nacional, processo que culminou com a conquista da Independência de Angola.
Nesse dia histórico, um grupo de angolanos, munidos de armas rudimentares, protagonizou ataques às cadeias de Luanda com o objectivo de libertar presos políticos, desencadeando um dos momentos mais simbólicos da resistência nacional contra o colonialismo.
O historiador Patrício Batsikama sublinha que é um verdadeiro imperativo o país revisitar o espírito do 4 de Fevereiro, de modo a compreender de forma mais profunda a alma da Independência e os sacrifícios que estiveram na sua base.
Por sua vez, o presidente da direcção da Federação das Associações de Antigos Combatentes de Angola defende a preservação do legado do nacionalismo angolano como um património histórico e moral a ser transmitido às novas gerações.
Este ano, a província de Cabinda acolhe o acto central das comemorações do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, que assinala 65 anos desde os acontecimentos de 1961. A cerimónia será orientada pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado.
As celebrações decorrem sob o lema “Preservando os Valores da Pátria, Honremos os Nossos Heróis” e incluem a inauguração de infra-estruturas sociais, bem como um acto político de massas, reafirmando o compromisso com a memória histórica e os ideais que estiveram na origem da Nação angolana. Jornalista Nelson Pedro. Clique no áudio e ouça: