
A Direcção do Estádio dos Coqueiros emitiu esta sexta-feira, 30 de janeiro, uma nota de esclarecimento na qual explica os factos que levaram ao impedimento da realização do jogo entre o Guelson Futebol Clube e o Desportivo da Huíla, referente à 13.ª jornada do Girabola, decisão comunicada de forma tardia pela Comissão Nacional de Arbitragem.
De acordo com o comunicado, no decurso da semana que antecedeu a partida, o estádio recebeu a visita de árbitros nacionais e da coordenação técnica da arbitragem, incluindo membros da Comissão Técnica da Federação Angolana de Futebol – FAF, que realizaram testes físicos nas instalações.
Durante essa visita, foi levantada a preocupação relacionada com a presença de estruturas montadas nas imediações do terreno de jogo.
Em resposta, a Direcção do Estádio dos Coqueiros contactou de imediato o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Hélder Martins, solicitando orientações formais sobre a conformidade das estruturas existentes, tendo sido autorizada a continuidade da montagem do palco, desde que respeitadas as distâncias regulamentares entre quatro e seis metros do retângulo de jogo.
Segundo a nota, essa posição manteve-se inalterada durante vários dias, sem qualquer objecção formal por parte das entidades competentes. No entanto, cerca de uma hora antes do início do encontro, foi comunicada verbalmente a decisão de impedir a realização da partida, alegando-se o incumprimento das normas de segurança.
A Direcção do Estádio considera a decisão tardia, inesperada e contrária aos princípios da previsibilidade, confiança legítima e proporcionalidade, sublinhando que agiu sempre com responsabilidade institucional, transparência e em estrita observância dos regulamentos da FIFA, CAF e FAF.
O comunicado conclui reafirmando o compromisso do Estádio dos Coqueiros com a legalidade, a boa governação desportiva e a salvaguarda da integridade física dos atletas, rejeitando qualquer responsabilidade pelo cancelamento do jogo.