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Milhares de manifestantes reuniram-se hoje em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Madrid para denunciar a “agressão imperialista” à Venezuela

todayJaneiro 4, 2026 50

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Milhares de manifestantes reuniram-se hoje em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Madrid para denunciar a “agressão imperialista” à Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro durante uma operação militar americana.

Uma imagem de Donald Trump a beber de um bidão de petróleo pintado com as cores da bandeira venezuelana e as inscrições “Trump agressor” e “agressão imperialista” preenchiam alguns dos cartazes e faixas empunhados durante a manhã pelos manifestantes.

De acordo com a agência francesa AFP, várias bandeiras do partido espanhol Podemos ou do Partido Comunista de Espanha (PCE) podiam ser vistas entre as bandeiras venezuelanas abanadas em frente à embaixada, no centro de Madrid, um dia após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Maduro e a sua mulher, Cília Fortes, estão desde sábado sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque, após terem sido capturados em Caracas, capital venezuelana.

O líder venezuelano deverá ser presente a um juiz federal em Manhattan nos próximos dias.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cujo país deu asilo ao candidato da oposição às eleições presidenciais venezuelanas de 2024, Edmundo González Urrutia, já tinha condenado no sábado “uma intervenção que viola o direito internacional”, considerando que essa operação “empurrava a região para um horizonte de incerteza e belicismo”, e apelou a uma transição “justa e dialogante”.

Pedro Sánchez reiterou hoje as suas críticas numa carta dirigida aos militantes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) na qual evoca “a recente violação do direito internacional na Venezuela”, acto condenou “com a maior firmeza”.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que capturou o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, “de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.

Não se sabe ainda quando tomará posse, mas Delcy Rodriguez, que será a primeira mulher na história do país a liderar o executivo, já exigiu “a libertação imediata” de Nicolás Maduro, “o único Presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da acção dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.

 

 

Fonte: Notícias ao Minuto

Editor: Juliana Nunes

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