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Tricolores e militares anulam-se no clássico 87

todayMaio 15, 2024 42

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O maior clássico do futebol angolano terminou com empate nulo entre os eternos rivais, Petro de Luanda e Primeiro de Agosto.
Pela primeira vez em vários anos, Tricolores e Militares entravam para o clássico com ambições diferentes, espelhadas num enorme fosso de 18 pontos a maior para os do eixo-viário, Petro no top e na acirrada luta pelo título, Dagosto no meio da tabela e na busca de uma honra perdida ao longo de uma das suas piores épocas de sempre, mergulhado numa crise financeira sem precedentes.

O apito inicial do clássico dissipou todas as diferenças e nivelou as duas maiores forças do desporto angolano, de tal maneira que ao longo dos noventa minutos foi difícil divisar quem era o líder e quem ocupava o sétimo lugar.
Domínio repartido, ou excessivo respeito? Eis a questão! O que é facto é que as primeiras oportunidades, por sinal do Petro, vieram da cabeça de Tiago Azulão e do pé direito de Julinho, que não tiveram arte nem engenho para fazer o que já provaram enésimas vezes serem capazes: o golo.
A reação militar não se fez esperar e também surgiu em dose dupla, com Obed Mayamba, primeiro num aparatoso pontapé acrobático em que o congolês acertou em cheio na atmosfera falhando a bola, e depois no lance mais perigoso de todo encontro, na conclusão de uma jogada instigada pelo incansável lateral direito Hossi, municiado por Aguinaldo, com toque sublime de Obed para a defesa da tarde, protagonizada por Hugo Marques, que saiu claramente de besta a bestial.
No reatamento mais do mesmo, a imperar mais o medo de perder do que necessariamente a argúcia e a gana pela vitória. Dos dois bancos Alexandre Santos e Filipe Nzanza mobilizaram novas forças para o rectângulo do 11 de Novembro, mexidas que deram mais andamento ao Petro e mais solidez e clarividência ao Dagosto.
Pelo meio queixas de parte a parte sobre a arbitragem, que em abono da verdade, manteve as suas impressões digitais fora da influência no resultado.
Sem ser espectacular como espectável em clássicos desse calibre, muito pela ausência dos golos que inebriam adeptos de parte á parte, a partilha de pontos encerrou mais um capítulo da épica odisseia entre Tricolores e Militares do Rio Seco, sendo que não foi desta que Alexandre Santos venceu dentro das quatro linhas a armada agostina sob a batuta do resiliente Filipe Nzanza, mas ponto suficiente para colocar o Petro no comando isolado do Girabola, numa altura em que ao virar da esquina nos aguardam jogos absolutamente decisivos para as contas finais da prova.

Por: Airton Kenha

Editor: Carla

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