{"id":74102,"date":"2022-08-23T11:28:50","date_gmt":"2022-08-23T10:28:50","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=74102"},"modified":"2022-08-23T11:28:50","modified_gmt":"2022-08-23T10:28:50","slug":"retrospectiva-dos-seis-meses-de-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2022\/08\/23\/retrospectiva-dos-seis-meses-de-guerra-na-ucrania\/","title":{"rendered":"Retrospectiva dos seis meses de guerra na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-74104 aligncenter\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/guerra-invasa\u0303o-russia-ucrania-1-1-600x400-1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/>A Ucr\u00e2nia est\u00e1 a assinalar os seis meses da invas\u00e3o do seu territ\u00f3rio pela R\u00fassia, em 24 de fevereiro, com uma exposi\u00e7\u00e3o em Kiev de equipamento militar destru\u00eddo ao inimigo. <span class=\"news_capital_letter\">O<\/span>s seis meses da guerra coincidem com o 31.\u00ba anivers\u00e1rio da independ\u00eancia da Ucr\u00e2nia, declarada em 24 de agosto de 1991, pouco antes da dissolu\u00e7\u00e3o formal da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, de que fazia parte.<\/p>\n<p>O material de guerra russo est\u00e1 exposto na Rua Khreschatyk, dominada pela Pra\u00e7a da Independ\u00eancia, onde h\u00e1 um ano, o Presidente da Ucr\u00e2nia, Volodymyr Zelensky, representantes de v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo Portugal, e milhares de ucranianos assistiram a uma parada militar.<\/p>\n<p>O contraste n\u00e3o podia ser maior: se h\u00e1 um ano a Ucr\u00e2nia exibia uma for\u00e7a militar que estava a modernizar com ajuda ocidental desde 2014, quando a R\u00fassia anexou a Crimeia, na mesma rua h\u00e1 agora carca\u00e7as enferrujadas de tanques e canh\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse material far\u00e1 parte do &#8220;di\u00e1rio de guerra&#8221; divulgado pela Ucr\u00e2nia, \u00e0 semelhan\u00e7a do que faz a R\u00fassia, mas as informa\u00e7\u00f5es carecem de confirma\u00e7\u00e3o independente.\u00a0No boletim de segunda-feira, as for\u00e7as ucranianas disseram ter destru\u00eddo, entre outro equipamento militar, 234 avi\u00f5es, 198 helic\u00f3pteros, 815 &#8216;drones&#8217; (aeronaves n\u00e3o tripuladas), 1.919 tanques e outros blindados e 4.230 sistemas de artilharia.<\/p>\n<p>No mesmo dia, pela voz apressada do tenente-general Igor Konashenkov, a R\u00fassia alegou a destrui\u00e7\u00e3o de 267 avi\u00f5es, 148 helic\u00f3pteros, 1.790 &#8216;drones&#8217;, 4.372 tanques e outros ve\u00edculos blindados de combate, e 3.329 armas de artilharia, entre outras armas.<\/p>\n<p>As autoridades russas t\u00eam destacado a destrui\u00e7\u00e3o ou captura de armas fornecidas por pa\u00edses ocidentais e o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, numa entrevista ao canal Rossiya-1 no domingo, enumerou as mais importantes.<\/p>\n<p>Trata-se, segundo disse, do sistema m\u00f3vel de obuses M-777, do sistema m\u00f3vel de lan\u00e7amento m\u00faltiplo de foguetes HIMARS, dos sistemas de m\u00edsseis antitanque port\u00e1teis NLAW e Javelin e do sistema de m\u00edsseis antia\u00e9reos port\u00e1teis Stinger.\u00a0Shoigu disse que os militares e cientistas russos est\u00e3o a estudar estas armas fornecidas por aliados da Ucr\u00e2nia, como Estados Unidos, Reino Unido e outros pa\u00edses europeus, para determinar a melhor forma de as neutralizar.<\/p>\n<p>O grupo Oryx, com base nos Pa\u00edses Baixos, tem divulgado dados sobre a destrui\u00e7\u00e3o de armamento russo na Ucr\u00e2nia, com base em fotografias ou v\u00eddeos enviados da zona de guerra, segundo o canal p\u00fablico brit\u00e2nico BBC.<\/p>\n<p>A metodologia implica uma s\u00e9rie de verifica\u00e7\u00f5es em busca de informa\u00e7\u00e3o falsa e duplica\u00e7\u00f5es antes de ser registada a perda. Segundo o centro de estudos polaco Instituto de Vars\u00f3via, os dados do Oryx poder\u00e3o ser distorcidos por haver mais fotografias publicadas na Internet de equipamento russo destru\u00eddo, mas, mesmo assim, &#8220;s\u00e3o considerados como uma das fontes mais precisas&#8221;.<\/p>\n<p>Os analistas do Oryx contabilizaram j\u00e1 a destrui\u00e7\u00e3o ou abandono de 1.876 tanques russos, 1.027 ve\u00edculos de combate de infantaria, 142 ve\u00edculos blindados de transporte ou ainda de 154 pe\u00e7as de artilharia autopropulsionadas. O jornal ucraniano Kyiv Post, que cita estes dados, diz que outras fontes, como a Defesa norte-americana ou os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicos, &#8220;s\u00e3o um pouco mais conservadoras, estimando as perdas geralmente 20-30 por cento inferiores ao Oryx ou ao Minist\u00e9rio da Defesa&#8221; ucraniano.<\/p>\n<p>Mais ainda do que a perda de armamento, a morte de soldados \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o muito sens\u00edvel pelo efeito que pode causar sobre como est\u00e1 a correr a guerra para cada um dos lados.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 algo de que ambos os lados estar\u00e3o muito conscientes&#8221;, disse recentemente \u00e0 BBC o diretor da organiza\u00e7\u00e3o &#8220;Every Casualty Counts&#8221;, Gavin Crowden. As duas partes reivindicam a morte de dezenas de milhares soldados inimigos, mas os n\u00fameros poder\u00e3o estar inflacionados e, como muitas informa\u00e7\u00f5es numa guerra, carecem de verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto a baixas pr\u00f3prias, os ucranianos admitiram, na segunda-feira, 9.000 mortos, e os russos mais de 1.300, mas em mar\u00e7o.\u00a0Tamb\u00e9m se desconhece o n\u00famero de baixas civis. A ONU j\u00e1 confirmou a morte de mais de 5.500 civis, mas continua a alertar que o n\u00famero ser\u00e1 consideravelmente superior.\u00a0A destrui\u00e7\u00e3o de infraestruturas est\u00e1 mais documentada e, no domingo, a Escola de Economia de Kyiv (KSE) divulgou estimativas dos preju\u00edzos j\u00e1 causados pela guerra \u00e0 Ucr\u00e2nia: 113.500 milh\u00f5es de d\u00f3lares (mais de 114.000 milh\u00f5es de euros, ao c\u00e2mbio atual).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ucr\u00e2nia est\u00e1 a assinalar os seis meses da invas\u00e3o do seu territ\u00f3rio pela R\u00fassia, em 24 de fevereiro, com uma exposi\u00e7\u00e3o em Kiev de equipamento militar destru\u00eddo ao inimigo. 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