{"id":238145,"date":"2026-11-06T20:09:14","date_gmt":"2026-11-06T19:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=238145"},"modified":"2026-11-06T20:09:14","modified_gmt":"2026-11-06T19:09:14","slug":"matondo-alberto-cornelio-caley-pocas-pascoal-conceicao-diamante-dilo-paulo-henrique-abranches-e-nanuto-sao-os-vencedores-da-edicao-2026-do-premio-nacional-de-cultura-e-artes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2026\/11\/06\/matondo-alberto-cornelio-caley-pocas-pascoal-conceicao-diamante-dilo-paulo-henrique-abranches-e-nanuto-sao-os-vencedores-da-edicao-2026-do-premio-nacional-de-cultura-e-artes\/","title":{"rendered":"Matondo Alberto, Corn\u00e9lio Caley, Pocas Pascoal, Concei\u00e7\u00e3o Diamante, Dilo Paulo, Henrique Abranches e Nanuto s\u00e3o os vencedores da edi\u00e7\u00e3o 2026 do Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-238146\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3237.jpeg\" alt=\"\" width=\"499\" height=\"451\" \/>Pela longevidade da sua actividade art\u00edstica, marcada por mais uma exposi\u00e7\u00e3o, \u201cNsinga Ya Mfumu\u201d A M\u00e3o do Mestre, realizada recentemente, associada \u00e0 presen\u00e7a das suas obras em numerosas exposi\u00e7\u00f5es colectivas e individuais, realizadas em Angola e no exterior, que confirmam a consist\u00eancia de um percurso que resistiu \u00e0s mudan\u00e7as de tend\u00eancias e gera\u00e7\u00f5es, Matondo Alberto, de 78 anos de idade, \u00e9 o grande vencedor da edi\u00e7\u00e3o 2026 do Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Artes Visuais e Pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>O an\u00fancio da 27.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes aconteceu esta sexta-feira, no edif\u00edcio do Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-238147\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3239-770x625.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"625\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3239-770x625.jpeg 770w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3239-768x623.jpeg 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3239.jpeg 1036w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/p>\n<p>Na categoria de Cinema e Audiovisual, o j\u00fari atribuiu o pr\u00e9mio \u00e0 realizadora e artista visual Maria Esperan\u00e7a Pascoal, \u201cPocas Pascoal\u201d, pelo reconhecimento de um percurso art\u00edstico singular, marcado pelo pioneirismo, pela consist\u00eancia e pela permanente contribui\u00e7\u00e3o para o cinema angolano.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-238148\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3240-770x541.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"541\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3240-770x541.jpeg 770w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3240-1170x821.jpeg 1170w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3240-768x539.jpeg 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3240.jpeg 1349w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/>J\u00e1 na categoria de Dan\u00e7a, o pr\u00e9mio foi atribu\u00eddo a Dilo Paulo, pelas cria\u00e7\u00f5es \u201cMem\u00f3rias da \u00c1gua\u201d e \u201cMuxima\u201d, exibidas em Julho de 2026, em Luanda.<\/p>\n<p>Dilo Paulo Alberto iniciou o seu percurso em Angola aos 12 anos e ganhou reconhecimento nacional em 2011, ao vencer o Bounce Angola, sendo distinguido como Melhor Bailarino de Angola. \u00c9 um artista com projec\u00e7\u00e3o internacional, com mais de duas d\u00e9cadas de traject\u00f3ria na dan\u00e7a e nas artes performativas.<\/p>\n<p>Bailarino, core\u00f3grafo, director art\u00edstico, professor e produtor cultural.<\/p>\n<p>Segundo o j\u00fari, a atribui\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes a Dilo Paulo justifica-se pela est\u00e9tica, qualidade t\u00e9cnica e art\u00edstica, criatividade, investiga\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica, express\u00e3o corporal e interpretativa, conte\u00fado hist\u00f3rico-social, composi\u00e7\u00e3o c\u00e9nica, impacto cultural e dimens\u00e3o formativa e de interc\u00e2mbio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-238149\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3241.jpeg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"188\" \/>A t\u00edtulo p\u00f3stumo, Henrique Abranches venceu o Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Literatura, pela dimens\u00e3o, diversidade, originalidade e profunda influ\u00eancia do seu trabalho na constru\u00e7\u00e3o da literatura e da cultura angolanas.<\/p>\n<p>Nascido em Lisboa, a 29 de Setembro de 1932, Henrique M\u00e1rio de Carvalho Moutinho Abranches faleceu na \u00c1frica do Sul, em 2006, e realizou toda a sua forma\u00e7\u00e3o intelectual e art\u00edstica ligada a Angola, onde se radicou desde 1947.<\/p>\n<p>Na sua vasta produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, destacam-se t\u00edtulos como \u201cDi\u00e1logo\u201d, \u201cC\u00e2ntico Barroco\u201d, \u201cSobre a Colina de Calomboloca\u201d, \u201cO Elogio do Paradoxo\u201d, \u201cA Konkhava de Feti\u201d, \u201cO Cl\u00e3 de Novembrino\u201d, \u201cKissoko de Guerra\u201d, \u201cTit\u00e2nia\u201d, \u201cMiseric\u00f3rdia para o Reino do Kongo\u201d, \u201cOs Senhores do Areal\u201d, \u201cContos Divagantes\u201d, \u201cAs Mar\u00e9s de Bacilon\u201d e \u201cE Nsanta Madiya Habitou entre N\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>O reconhecimento institucional da sua cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria foi ratificado pelos Pr\u00e9mios Nacionais de Literatura atribu\u00eddos \u00e0s obras \u201cA Konkhava de Feti\u201d (1981) e \u201cO Cl\u00e3 de Novembrino\u201d (1989).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-238150\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3242-770x514.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"514\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3242-770x514.jpeg 770w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3242-1170x781.jpeg 1170w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3242-768x513.jpeg 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3242.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/>Pela excepcional longevidade da sua carreira, que atravessa mais de cinco d\u00e9cadas de actividade e diferentes gera\u00e7\u00f5es da m\u00fasica angolana, e pelo seu contributo art\u00edstico, marcado pela afirma\u00e7\u00e3o do saxofone n\u00e3o apenas como instrumento acompanhante, mas tamb\u00e9m como instrumento protagonista da m\u00fasica popular e instrumental angolana, introduzindo inova\u00e7\u00e3o interpretativa atrav\u00e9s de uma forma mais mel\u00f3dica de tocar, o Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes 2026, na categoria de M\u00fasica, foi atribu\u00eddo, a t\u00edtulo p\u00f3stumo, ao saxofonista Nanuto, falecido a 15 de Maio de 2026.<\/p>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o com artistas de diferentes gera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m marcou o percurso de Nanuto. O saxofonista participou em grava\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos como Elias Dya Kimuezo, Carlos Burity, Lulas da Paix\u00e3o e Teta Lando, bem como de int\u00e9rpretes de gera\u00e7\u00f5es posteriores, entre os quais Yuri da Cunha, Matias Dam\u00e1sio, Yola Semedo, Ivan Alekxei e Ary.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-238152\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3244-770x512.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3244-770x512.jpeg 770w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3244-768x511.jpeg 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3244.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/>O Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes 2026, na categoria de Teatro, foi atribu\u00eddo \u00e0 actriz Maria da Concei\u00e7\u00e3o Domingos Diamante, pelo trabalho desenvolvido ao longo de mais de quatro d\u00e9cadas como actriz.<\/p>\n<p>Conhecida artisticamente como Sany Diamante, iniciou a sua carreira art\u00edstica por volta de 1984\/1985, como dan\u00e7arina, integrando grupos de dan\u00e7a como o Afro Club Doce Compasso, o Pr\u00e9-Fabricado e o Kilandukilo.<\/p>\n<p>Para o j\u00fari, reconhecer Sany Diamante \u00e9 tamb\u00e9m reconhecer o valor daqueles que fazem da arte uma forma de participa\u00e7\u00e3o e de servi\u00e7o \u00e0 sociedade. A import\u00e2ncia do seu percurso n\u00e3o se mede apenas pelo n\u00famero de personagens que interpretou, mas pela capacidade do seu trabalho de comunicar, emocionar, preservar valores culturais e despertar consci\u00eancias.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-238153\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3243-584x770.jpeg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"770\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3243-584x770.jpeg 584w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/IMG_3243.jpeg 607w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/>Pela obra \u201cNas Duas Margens da Vida \u2013 Homenagem \u00e0 Mem\u00f3ria\u201d, foi distinguido Corn\u00e9lio Caley, intelectual e criador liter\u00e1rio sob o pseud\u00f3nimo Tim\u00f3teo Ulika.<\/p>\n<p>Aos 82 anos de idade, Corn\u00e9lio Caley \u00e9 membro da Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos e da Academia Angolana de Letras. Enquanto intelectual e criador liter\u00e1rio sob o pseud\u00f3nimo Tim\u00f3teo Ulika, publicou obras incontorn\u00e1veis de fic\u00e7\u00e3o e ensaio, tais como \u201cA Rola de Tchingandu\u201d (1980\/1988), \u201cKandundu\u201d (2000\/2001) e \u201cO Julgamento do Homem\u201d (2003\/2005), al\u00e9m de ensaios sociol\u00f3gicos de relevo.<\/p>\n<p>Segundo o j\u00fari, a atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio \u00e0 obra \u201cNas Duas Margens da Vida \u2013 Homenagem \u00e0 Mem\u00f3ria\u201d assenta no cumprimento exemplar dos requisitos regulamentares e dos crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o estabelecidos para o Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes, edi\u00e7\u00e3o de 2026.<\/p>\n<p>Publicada em Setembro de 2025 pela Mayamba Editora, a obra cumpre o requisito temporal de elegibilidade. Promove, de forma not\u00e1vel, a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade fundada na equidade de oportunidades, na fraternidade, no compromisso patri\u00f3tico e na \u201cunidade na diversidade\u201d. Ao valorizar as matrizes culturais ovimbundu e a sua integra\u00e7\u00e3o no mosaico cultural nacional, contribui para o reconhecimento e o respeito pela pluralidade identit\u00e1ria, em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios consagrados na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de Angola.<\/p>\n<p>O j\u00fari refere ainda que a atribui\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes a esta obra se justifica pelo rigor cient\u00edfico demonstrado, pelo extraordin\u00e1rio valor antropol\u00f3gico e memorialista, pela densidade do seu contributo para a afirma\u00e7\u00e3o da angolanidade e, sobretudo, pela formula\u00e7\u00e3o de uma matriz humanista de pacifica\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos e de reconcilia\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela longevidade da sua actividade art\u00edstica, marcada por mais uma exposi\u00e7\u00e3o, \u201cNsinga Ya Mfumu\u201d A M\u00e3o do Mestre, realizada recentemente, associada \u00e0 presen\u00e7a das suas obras em numerosas exposi\u00e7\u00f5es colectivas e individuais, realizadas em Angola e no exterior, que confirmam a consist\u00eancia de um percurso que resistiu \u00e0s mudan\u00e7as de ...<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":238154,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[142,121,164,163],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238145"}],"collection":[{"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238145"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":238155,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238145\/revisions\/238155"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/238154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}