{"id":155166,"date":"2024-09-10T07:48:53","date_gmt":"2024-09-10T06:48:53","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=155166"},"modified":"2024-09-10T07:48:53","modified_gmt":"2024-09-10T06:48:53","slug":"destino-da-ajuda-e-mais-importante-que-escolha-entre-eua-e-china-em-africa-diz-cofundador-do-afrobarometro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2024\/09\/10\/destino-da-ajuda-e-mais-importante-que-escolha-entre-eua-e-china-em-africa-diz-cofundador-do-afrobarometro\/","title":{"rendered":"Destino da ajuda \u00e9 mais importante que escolha entre EUA e China em \u00c1frica diz cofundador do Afrobar\u00f3metro"},"content":{"rendered":"<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text margin-top-30\">\n<p class=\"article-lead readthis-1598625\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-155171\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_6899-770x470.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"470\" 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pol\u00edticos se enriquecerem a si pr\u00f3prios, ou se \u00e9 para enriquecerem o seu povo&#8221;, disse Emmanuel Gyimah-Boadi durante uma conversa com o diretor do departamento africano do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), Abebe Aemro Selassie, transmitida nesta segunda-feira<\/p>\n<p>Nessa conversa em forma de entrevista, o gan\u00eas Gyimah-Boadi acrescentou: &#8220;O importante \u00e9 que a escolha que os l\u00edderes fazem seja baseada no interesse do povo, porque onde escolhem ir [para obter financiamento] n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante como a raz\u00e3o da escolha, e a escolha principal \u00e9 entre servirem-se a si pr\u00f3prios ou servirem o povo&#8221;.<\/p>\n<p>Na entrevista, o cofundador do Afrobar\u00f3metro lembrou mesmo que os pa\u00edses africanos, quando precisam de financiamento externo, tamb\u00e9m enfrentam uma escolha entre recorrer ao FMI ou emitir d\u00edvida soberana ou contrair um empr\u00e9stimo de fontes oficiais bilaterais, como a China ou outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;Quando alguns governos tiveram de escolher entre recorrer ao FMI ou emitir Eurobonds [emiss\u00f5es de d\u00edvida soberana nos mercados internacionais em moeda estrangeira], escolheram as Eurobonds porque era mais f\u00e1cil e r\u00e1pido e n\u00e3o queriam estar sujeitos aos condicionalismos do FMI&#8221;, disse Gyimah-Boadi, defendendo que os governos devem &#8220;ser disciplinados com o que fazem com os empr\u00e9stimos, venham de onde vierem, porque est\u00e3o a contrair d\u00edvida em nome do povo, n\u00e3o est\u00e3o a contrair empr\u00e9stimos para a sua conta pessoal, onde ningu\u00e9m pergunta para onde foi o dinheiro&#8221;.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de Gyimah-Boadi surgem poucos dias depois do F\u00f3rum de Coopera\u00e7\u00e3o China-\u00c1frica (FOCAC) ter terminado em Pequim, no qual a China comprometeu-se a investir 50 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, \u00e0 volta de 54 mil milh\u00f5es de euros, nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos em \u00c1frica, tendo assinado acordos de coopera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas como a energia, infraestruturas, sa\u00fade e redes digitais.<\/p>\n<p>O Afrobar\u00f3metro \u00e9 uma rede de sondagens pan-africana e n\u00e3o partid\u00e1ria, que disponibiliza informa\u00e7\u00e3o sobre as experi\u00eancias e a avalia\u00e7\u00e3o da democracia, governa\u00e7\u00e3o e qualidade de vida no continente, de acordo com a informa\u00e7\u00e3o do site, que afirma que os dados da edi\u00e7\u00e3o deste ano foram recolhidos entre 2021 e 2023 em 39 pa\u00edses africanos.<\/p>\n<p>Comentando algumas das principais conclus\u00f5es que resultam do inqu\u00e9rito \u00e0 escala continental, Gyimah-Boadi destacou, entre outras, a vontade dos cidad\u00e3os em terem mais facilidade de acesso a informa\u00e7\u00f5es governamentais e vincou que os inquiridos defendem a exist\u00eancia de meios de comunica\u00e7\u00e3o social independentes e mais responsabiliza\u00e7\u00e3o dos governos, num contexto em que o desemprego \u00e9 a principal preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cofundador do maior inqu\u00e9rito africano sobre governa\u00e7\u00e3o, o Afrobar\u00f3metro, considerou esta segunda-feira que os pa\u00edses africanos n\u00e3o t\u00eam de escolher entre diferentes parceiros econ\u00f3micos, defendendo que o mais importante \u00e9 como decidem aplicar as verbas. &#8220;N\u00e3o fomos for\u00e7ados a escolher entre os Estados Unidos e a China, nem estamos 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