{"id":154117,"date":"2024-09-01T11:35:00","date_gmt":"2024-09-01T10:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=154117"},"modified":"2024-09-01T11:35:00","modified_gmt":"2024-09-01T10:35:00","slug":"angola-quer-internacionalizar-museu-do-reino-do-kongo-e-recuperar-pecas-no-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2024\/09\/01\/angola-quer-internacionalizar-museu-do-reino-do-kongo-e-recuperar-pecas-no-estrangeiro\/","title":{"rendered":"Angola quer internacionalizar Museu do Reino do Kongo e recuperar pe\u00e7as no estrangeiro"},"content":{"rendered":"<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text margin-top-30\">\n<p class=\"article-lead readthis-1596912\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-154118\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_6672-770x513.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_6672-770x513.jpeg 770w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_6672-768x512.jpeg 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_6672.jpeg 960w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><br \/>\nChegou a ter mais de 2.000 artefactos, mas atualmente o acervo do Museu Regional do Reino do Kongo tem pouco mais de 100 pe\u00e7as, que o Governo angolano espera aumentar com esp\u00f3lio recuperado noutros pa\u00edses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"hidden-content relative\">\n<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text\">\n<section class=\"article-body readthis-1596912\">O museu, instalado no antigo pal\u00e1cio real constru\u00eddo em 1901, distribui-se por seis pequenas salas, destacando-se na entrada os retratos de figuras reais e de Henrique, filho do rei do Congo, o primeiro bispo negro africano, sagrado em 1520.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m aspetos da vida socioecon\u00f3mica, incluindo artefactos ligados \u00e0 ca\u00e7a e \u00e0 pesca, bem como moedas que serviam para o com\u00e9rcio &#8211; pequenas conchas a que davam\u00a0 o nome de zimbos &#8211; objetos de uso pessoal, s\u00edmbolos do poder real, vestu\u00e1rio, instrumentos musicais e outros de uso ritual ou usadas em tratamentos tradicionais, como vai explicando a Lusa o conhecedor guia Kediamosiko Toko.<\/p>\n<p>E h\u00e1 tamb\u00e9m uma r\u00e9plica da Pedra de Yalala, com inscri\u00e7\u00f5es de Diogo C\u00e3o, o navegador portugu\u00eas que chegou \u00e0 costa angolana em 1482, e que se encontra atualmente numa aldeia ao p\u00e9 de Matadi (Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo)<\/p>\n<p>O reino do Congo expandia-se nessa altura por tr\u00eas pa\u00edses &#8211; a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, o Congo Brazzaville e uma parte do Gab\u00e3o &#8211; al\u00e9m das atuais seis prov\u00edncias angolanas do norte, o que levou o executivo angolano a alterar o estatuto do museu, explica o diretor, Avelino Manzueto.<\/p>\n<p>A 08 de novembro de 2023, o antigo Museu dos Reis do Congo converteu-se em Museu Regional do Reino do Kongo, para que a sua\u00a0 dimens\u00e3o &#8220;abranja um n\u00edvel internacional&#8221;, explicou o respons\u00e1vel, adiantando que h\u00e1 tamb\u00e9m um projeto de coopera\u00e7\u00e3o para resgatar &#8220;alguns acervos que est\u00e3o em outros pa\u00edses&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Manzueto, o museu, que ficou fechado entre 1982 e foi reaberto em 2007, &#8220;perdeu muitas pe\u00e7as devido \u00e0 guerra, tendo ficado em estado de abandono&#8221;, contando atualmente com 105 pe\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 identificamos alguns pa\u00edses, n\u00e3o s\u00f3 em termos de acervos, mas tamb\u00e9m as obras liter\u00e1rias e a arte, nomeadamente o Brasil. N\u00f3s sabemos a rela\u00e7\u00e3o do Brasil com Angola, a quest\u00e3o do com\u00e9rcio triangular (de escravos), o papel do reino do Congo, dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, a B\u00e9lgica, e do pr\u00f3prio Portugal, porque Angola foi uma prov\u00edncia ultramarina de Portugal&#8221;, salientou.<\/p>\n<p>Avelino Manzueto afirmou que o trabalho est\u00e1 a ser desenvolvido com especialistas e investigadores, &#8220;numa perspetiva da coopera\u00e7\u00e3o&#8221; para que se tenha &#8220;a oportunidade de resgatar os acervos museol\u00f3gicos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos conhecimento de que alguns museus t\u00eam l\u00e1 algumas pe\u00e7as expostas sobre o reino do Congo. E n\u00e3o somente pe\u00e7as, tamb\u00e9m as obras liter\u00e1rias e a arte&#8221;, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>Deu como exemplo o Museu Real da \u00c1frica Central, na B\u00e9lgica, onde se encontra uma vasta cole\u00e7\u00e3o de artefactos, nomeadamente esculturas, m\u00e1scaras e outros objetos culturais, estando a ser desenvolvida uma estrat\u00e9gia atrav\u00e9s dos representantes culturais nestes pa\u00edses, para celebrar acordos para que possam ser identificados os acervos e ser feito um historial de cada pe\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos, por exemplo, receber a nossa pe\u00e7a origin\u00e1ria ou ficar exposta naquele museu e recebermos uma r\u00e9plica&#8221;, sugeriu.<\/p>\n<p>Avelino Manzueta salienta que al\u00e9m da import\u00e2ncia para a identidade cultural, o aumento do acervo iria atrair mais turistas.<\/p>\n<p>No ano passado, o museu acolheu 7.420 visitantes de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo,\u00a0com destaque para Portugal, Brasil, Alemanha, os dois Congos, \u00c1frica do Sul e a Z\u00e2mbia.<\/p>\n<p>Para o respons\u00e1vel do museu, o desafio passa tamb\u00e9m por refor\u00e7ar os recursos humanos, renovar as exposi\u00e7\u00f5es e criar estrat\u00e9gias para que seja poss\u00edvel construir um novo museu, de dimens\u00e3o internacional, &#8220;assente nos pilares dos tr\u00eas Congos, com Angola, RDCongo e Brazzaville&#8221;, um projeto conjunto que se pretende que envolva especialistas dos v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mx-3 mx-md-5 d-print-none padding-bottom-50\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-12\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegou a ter mais de 2.000 artefactos, mas atualmente o acervo do Museu Regional do Reino do Kongo tem pouco mais de 100 pe\u00e7as, que o Governo angolano espera aumentar com esp\u00f3lio recuperado noutros pa\u00edses. 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