{"id":149437,"date":"2024-07-24T18:24:41","date_gmt":"2024-07-24T17:24:41","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=149437"},"modified":"2024-07-24T18:24:41","modified_gmt":"2024-07-24T17:24:41","slug":"onu-uma-em-cada-cinco-pessoas-passou-fome-em-africa-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2024\/07\/24\/onu-uma-em-cada-cinco-pessoas-passou-fome-em-africa-em-2023\/","title":{"rendered":"ONU. Uma em cada cinco pessoas passou fome em \u00c1frica em 2023"},"content":{"rendered":"<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text margin-top-30\">\n<p class=\"article-lead readthis-1588348\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-29267\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/FAO_logo.svg-1-758x770.png\" alt=\"\" width=\"758\" height=\"770\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/FAO_logo.svg-1-758x770.png 758w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/FAO_logo.svg-1-1152x1170.png 1152w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/FAO_logo.svg-1-768x780.png 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/FAO_logo.svg-1.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 758px) 100vw, 758px\" \/><br \/>\nUma em cada cinco pessoas passou fome em \u00c1frica em 2023,\u00a0segundo\u00a0um\u00a0relat\u00f3rio da\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) hoje divulgado no Rio de Janeiro, Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"hidden-content relative\">\n<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text\">\n<section class=\"article-body readthis-1588348\">De acordo com o relat\u00f3rio da FAO,\u00a0\u00c1frica \u00e9 a regi\u00e3o com a maior percentagem (20,4%) de\u00a0popula\u00e7\u00e3o que passa fome, cuja estimativa, para o ano de\u00a02023, \u00e9 de\u00a0298,4 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A preval\u00eancia de inseguran\u00e7a alimentar moderada ou grave em \u00c1frica foi\u00a0de 58%\u00a0em 2023, quase o dobro da m\u00e9dia global, sendo que estes valores se mantiveram praticamente inalterados de 2022 para 2023.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00famero de pessoas incapazes de pagar uma dieta saud\u00e1vel desceu abaixo dos n\u00edveis pr\u00e9-pand\u00e9micos na \u00c1sia, na Am\u00e9rica do Norte e na Europa, mas aumentou substancialmente em \u00c1frica, onde subiu para 924,8 milh\u00f5es de pessoas em 2022, mais 24,6 milh\u00f5es do que em 2021 e 73,4 milh\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o com 2019&#8221;, salientou.<\/p>\n<p>No entanto a \u00c1sia, cuja percentagem de popula\u00e7\u00e3o que passa fome \u00e9 de 8,1%, continua a ser o continente com mais pessoas a passar por esta realidade:\u00a0384,5 milh\u00f5es de pessoas, indicou.<\/p>\n<p>Segundo as previs\u00f5es apresentadas pela FAO, em 2030 \u00c1frica passar\u00e1 a representar 53% das pessoas subnutridas no mundo &#8211;\u00a0ultrapassando a \u00c1sia.<\/p>\n<p>Estima-se\u00a0que, nesse ano,\u00a0582 milh\u00f5es de pessoas sofram de subnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica no mundo.<\/p>\n<p>&#8220;A falta de melhorias na seguran\u00e7a alimentar e os progressos desiguais no acesso econ\u00f3mico a regimes alimentares saud\u00e1veis ensombram a possibilidade de alcan\u00e7ar a Fome Zero no mundo, a seis anos do prazo de 2030&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>Segundo a FAO, \u00e9\u00a0necess\u00e1rio acelerar a transforma\u00e7\u00e3o dos\u00a0sistemas agroalimentares para refor\u00e7ar a sua capacidade de resist\u00eancia aos principais fatores e combater as desigualdades, a fim de garantir que os regimes alimentares saud\u00e1veis sejam acess\u00edveis e estejam dispon\u00edveis para todos.<\/p>\n<p>&#8220;Em dois pa\u00edses de baixo rendimento &#8211;\u00a0o Benim e o Uganda &#8211;\u00a0a despesa p\u00fablica com a seguran\u00e7a alimentar e a nutri\u00e7\u00e3o parece estar a aumentar. Em m\u00e9dia, durante os per\u00edodos analisados, 65% do total da despesa p\u00fablica em seguran\u00e7a alimentar e nutricional no Benim e 73% no Uganda foram dirigidos\u00a0ao consumo de alimentos e ao estado de sa\u00fade; a parte restante destinou-se aos principais fatores subjacentes aos recentes aumentos da fome, da inseguran\u00e7a alimentar e da malnutri\u00e7\u00e3o&#8221;, exemplificou.<\/p>\n<p>A ajuda p\u00fablica ao desenvolvimento e outros fluxos oficiais para a seguran\u00e7a alimentar e a nutri\u00e7\u00e3o, de 2017 a 2021, &#8220;cresceram esmagadoramente mais para \u00c1frica, em todas as regi\u00f5es&#8221;, frisou.<\/p>\n<p>Um estudo realizado em seis pa\u00edses da \u00c1frica Subsariana, citado pela FAO, mostra que se perderia a oportunidade de aumentar a produ\u00e7\u00e3o agroalimentar, de criar milhares de empregos fora das explora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas nas zonas rurais e de permitir que milh\u00f5es de pessoas saiam da pobreza e tenham uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, a menos que os governos destes pa\u00edses otimizem a forma como afetam o seu or\u00e7amento aos setores da agricultura e da pecu\u00e1ria, concluiu a ag\u00eancia da ONU.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma em cada cinco pessoas passou fome em \u00c1frica em 2023,\u00a0segundo\u00a0um\u00a0relat\u00f3rio da\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) hoje divulgado no Rio de Janeiro, Brasil. 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