{"id":133547,"date":"2024-03-03T09:54:47","date_gmt":"2024-03-03T08:54:47","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=133547"},"modified":"2024-03-03T09:54:47","modified_gmt":"2024-03-03T08:54:47","slug":"recuperadas-640-musicas-tradicionais-do-leste-de-angola-para-preservacao-e-valorizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2024\/03\/03\/recuperadas-640-musicas-tradicionais-do-leste-de-angola-para-preservacao-e-valorizacao\/","title":{"rendered":"Recuperadas 640 m\u00fasicas tradicionais do leste de Angola para preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-133548\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_3504.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"310\" \/><\/p>\n<p>Um projecto sobre a valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio musical recuperou e digitalizou 640 m\u00fasicas tradicionais do acervo cultural da prov\u00edncia angolana da Lunda Norte, bem como criou escolas de m\u00fasica e de instrumentos do folclore local.<\/p>\n<p>Pesquisas desenvolvidas durante dois anos nas aldeias da prov\u00edncia pelo music\u00f3logo e compositor espanhol David L\u00f3pez S\u00e1ez resultaram na recupera\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas tradicionais, trabalho que pode ser visto, at\u00e9 19 de mar\u00e7o, no Centro Cultural Cam\u00f5es, em Luanda.<\/p>\n<p>&#8220;Thambw\u00e9: Recupera\u00e7\u00e3o, Valoriza\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio Musical Cokwe&#8221; \u00e9 o nome do projecto desenvolvido naquela prov\u00edncia, que deu origem \u00e0 escola de m\u00fasica tradicional Thambw\u00e9 e de uma outra de instrumentos da m\u00fasica da regi\u00e3o.<br \/>\nA digitaliza\u00e7\u00e3o do Fundo Fonogr\u00e1fico do Museu Regional do Dundo, capital da Lunda Norte, foi um dos resultados dos trabalhos desenvolvidos na regi\u00e3o, no \u00e2mbito deste projecto, disse \u00e0 Lusa David L\u00f3pez S\u00e1ez, destacando a import\u00e2ncia da pesquisa para a cultura angolana.<br \/>\nO esp\u00f3lio do museu \u00e9 constitu\u00eddo por grava\u00e7\u00f5es realizadas em meados do s\u00e9culo XX pela extinta Companhia de Diamantes de Angola (Diamang).<br \/>\n&#8220;Os objectivos do projecto s\u00e3o a recupera\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio musical cokwe. Temos aqui uma exposi\u00e7\u00e3o que explica tudo. Entre os resultados que alcan\u00e7\u00e1mos, temos a destacar a digitaliza\u00e7\u00e3o do Fundo Fonogr\u00e1fico do Museu Regional do Dundo&#8221;, disse S\u00e1ez.<br \/>\nDe acordo com o coordenador do projecto, financiado pela Uni\u00e3o Europeia e cofinanciado pelo Cam\u00f5es Instituto de Coopera\u00e7\u00e3o, de Portugal, num montante de 40 mil euros, as 640 m\u00fasicas folcl\u00f3ricas recuperadas foram j\u00e1 entregues em formato digital ao Minist\u00e9rio da Cultura e Turismo de Angola.<br \/>\nLikembe, kakholondondo e muyemba s\u00e3o alguns dos instrumentos tradicionais angolanos, vulgarmente conhecidos por quissanje (esp\u00e9cie de idiofones cujo som varia em fun\u00e7\u00e3o do seu formato e \u00e9 provocado pela sua vibra\u00e7\u00e3o), expostos at\u00e9 dia 19 na galeria do Cam\u00f5es em Luanda.<br \/>\nOs instrumentos foram produzidos por jovens da aldeia de Cambuaji, que recebem dos adultos\/professores forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua para a preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da cultura musical da regi\u00e3o.<br \/>\n&#8220;[A escola] \u00e9 um pilar fundamental, no sentido de que um dos eixos do projecto \u00e9 a transmiss\u00e3o. Ent\u00e3o, a escola \u00e9 para transmitir conhecimentos da m\u00fasica tradicional cokwe \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es para maior valoriza\u00e7\u00e3o dessa cultura&#8221;, justificou David L\u00f3pez S\u00e1ez.<br \/>\nO espanhol, da regi\u00e3o de La Mancha e residente no Dundo h\u00e1 dois anos, disse que foi impulsionado a abra\u00e7ar o projecto pelo director da Orquestra Angolana Kapossoca, onde \u00e9 colaborador, e est\u00e1 feliz pelos resultados do projecto, apesar das dificuldades de transporte para as aldeias.<br \/>\nDavid L\u00f3pez S\u00e1ez, 41 anos, respons\u00e1vel por toda a pesquisa, destacou o empenho das comunidades, que abra\u00e7aram e participaram no projecto, e o resultado positivo alcan\u00e7ado.<br \/>\nFindo o processo, o investigador pede agora \u00e0s autoridades angolanas que assegurem o seu &#8220;bom uso&#8221;, apelando a que o material fonogr\u00e1fico, agora na posse do Minist\u00e9rio da Cultura e Turismo, n\u00e3o fique esquecido numa gaveta.<br \/>\n&#8220;Espero que fa\u00e7am um bom uso daquilo, quer dizer, seria uma pena que isso ficasse numa gaveta. As can\u00e7\u00f5es que eles est\u00e3o a aprender na escola s\u00e3o as pr\u00f3prias m\u00fasicas que foram digitalizadas, por isso a ideia [foi] resgatar e transmitir&#8221;, insistiu.<br \/>\nPara o music\u00f3logo e compositor espanhol, o projecto deve impulsionar e despertar um maior interesse, sobretudo no seio da juventude, sobre o instrumento quissanje, recordando que este \u00e9 vis\u00edvel no verso da nota de 1.000 kwanzas.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o, aberta ao p\u00fablico desde a passada ter\u00e7a-feira, 27 de fevereiro, retrata igualmente, com fotografias, o percurso do projecto e disponibiliza c\u00f3digos de QR, permitindo que, atrav\u00e9s da c\u00e2mara de um telem\u00f3vel, os visitantes possam escutar v\u00e1rias m\u00fasicas do folclore cokwe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projecto sobre a valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio musical recuperou e digitalizou 640 m\u00fasicas tradicionais do acervo cultural da prov\u00edncia angolana da Lunda Norte, bem como criou escolas de m\u00fasica e de instrumentos do folclore local. 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