{"id":103322,"date":"2023-05-17T16:18:17","date_gmt":"2023-05-17T15:18:17","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=103322"},"modified":"2023-05-17T16:18:17","modified_gmt":"2023-05-17T15:18:17","slug":"angola-esta-aberta-ao-investimento-em-praticamente-todos-os-setores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2023\/05\/17\/angola-esta-aberta-ao-investimento-em-praticamente-todos-os-setores\/","title":{"rendered":"Angola est\u00e1 aberta ao investimento em praticamente todos os setores"},"content":{"rendered":"<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text margin-top-30\">\n<p class=\"article-lead readthis-1487076\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-57732\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/MANUEL-NUNES-JUNIOR.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" \/><br \/>\nO ministro de Estado para a Coordena\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica de Angola afirmou hoje, no Porto, que o seu pa\u00eds est\u00e1 aberto ao investimento em praticamente todos os setores da sociedade, defendendo parcerias entre empres\u00e1rios dos dois pa\u00edses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"hidden-content relative\">\n<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text\">\n<section class=\"article-body readthis-1487076\">Manuel Nunes J\u00fanior, que falava na abertura do F\u00f3rum Econ\u00f3mico Portugal-Angola, considerou que &#8220;as parcerias de empresas angolanas com empresas portuguesas em certos setores podem oferecer \u00e0s empresas de Angola boas oportunidades para terem uma boa presta\u00e7\u00e3o em outros mercados e contribuir para a diversifica\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Por isso, n\u00f3s precisamos que Portugal nos ajude a edificar uma economia cada vez menos dependente do petr\u00f3leo e convidamos os empres\u00e1rios portugueses a investir nos nossos solos f\u00e9rteis, de modo a que, numa primeira fase, Angola possa tornar-se autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de alimentos&#8221;, disse o ministro angolano.<\/p>\n<p>Manuel Nunes J\u00fanior convidou os empres\u00e1rios portugueses a investir &#8220;na agroind\u00fastria, na ind\u00fastria t\u00eaxtil e de vestu\u00e1rio, na ind\u00fastria farmac\u00eautica, no turismo, na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade, nas pescas, na constru\u00e7\u00e3o e em todos os setores que possam contribuir para diversifica\u00e7\u00e3o da economia angolana&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Angola \u00e9 um pa\u00eds aberto ao investimento em praticamente todos os setores da nossa vida em sociedade&#8221;, disse o governante angolano, acrescentando: &#8220;O nosso desejo \u00e9 ver Portugal a ajudar-nos na edifica\u00e7\u00e3o em Angola de uma economia cada vez mais diversificada, uma economia que seja capaz de transformar os enormes recursos naturais de Angola em riqueza tang\u00edvel para o pa\u00eds e para o povo angolano&#8221;.<\/p>\n<p>O ministro de Estado para a Coopera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica considerou &#8220;importante&#8221; que os empres\u00e1rios angolanos &#8220;estabele\u00e7am rela\u00e7\u00f5es de parcerias estrat\u00e9gicas com empres\u00e1rios de outros pa\u00edses, possuidores de `know-how` e de tecnologia avan\u00e7ada&#8221; para que o pa\u00eds &#8220;possa rapidamente ter acesso ao que de melhor o mundo nos pode proporcionar nos dom\u00ednios empresarial e da tecnologia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Para Angola, o investimento privado estrangeiro ser\u00e1 sempre muito bem-vindo com vista a aportar ao nosso pa\u00eds n\u00e3o s\u00f3 o capital financeiro, mas sobretudo o `know-how` e a tecnologia necess\u00e1ria aos processos de crescimento e desenvolvimento&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Tendo em conta o conhecimento amplo que as empresas portuguesas t\u00eam do mercado angolano, tendo igualmente em conta o prest\u00edgio a qualidade e a aceita\u00e7\u00e3o dos produtos portugueses em Angola, estamos convencidos que Portugal pode desempenhar um papel particularmente relevante neste dom\u00ednio&#8221;, frisou.<\/p>\n<p>Manuel Nunes J\u00fanior lembrou que quando, em 2017, o Presidente Jo\u00e3o Louren\u00e7o assumiu fun\u00e7\u00f5es, &#8220;a economia angolana era caracterizada por elevados e sistem\u00e1ticos d\u00e9fices or\u00e7amentais, taxa de infla\u00e7\u00e3o muito alta, uma taxa de c\u00e2mbio com uma trajet\u00f3ria altamente desvalorizante e imprevis\u00edvel e com uma economia real a exibir taxas de crescimento negativas&#8221;, o que gerou uma quebra da confian\u00e7a dos agentes econ\u00f3micos e menos investimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Restaurar a confian\u00e7a no mercado, por parte dos agentes econ\u00f3micos, constituiu e constituiu um fator crucial da a\u00e7\u00e3o governativa do executivo de Angola nos \u00faltimos cinco anos&#8221;, sublinhou.<\/p>\n<p>Com as reformas fiscais implementadas a partir de 2018, no \u00e2mbito do programa de estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f3mica, Angola &#8220;saiu de d\u00e9fices sistem\u00e1ticos das suas contas fiscais e passou a apresentar super\u00e1vites&#8221; or\u00e7amentais todos os anos, com exce\u00e7\u00e3o de 2020, devido ao impacto da covid-19.<\/p>\n<p>&#8220;Com saldos or\u00e7amentais superavit\u00e1rios foi poss\u00edvel inverter a tend\u00eancia de endividamento do pa\u00eds. O r\u00e1cio de stock da d\u00edvida p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o ao produto interno bruto saiu de 134% em 2020 para 65% em 2022, muito pr\u00f3ximo do patamar de 60%, que \u00e9 a meta que pretendemos atingir&#8221;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p>Em seu entender, esta tend\u00eancia de diminui\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 &#8220;um fator essencial para diminui\u00e7\u00e3o gradual das taxas de juro de mercado, que j\u00e1 est\u00e1 a acontecer, mesmo, numa altura em que no mundo se assiste a uma tend\u00eancia contr\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>As taxas de infla\u00e7\u00e3o &#8220;t\u00eam conhecido igualmente uma trajet\u00f3ria nitidamente decrescente&#8221;: ap\u00f3s um pico de cerca de 42% em 2016, foi reduzida para 13,8% em 2022.<\/p>\n<p>&#8220;O nosso mercado cambial est\u00e1 a funcionar normalmente. Com a introdu\u00e7\u00e3o de um regime de taxa de c\u00e2mbio flex\u00edvel que permitiu ajustar o valor da moeda nacional \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de mercado, as transa\u00e7\u00f5es cambiais do pa\u00eds tornaram-se mais seguras e tamb\u00e9m mais previs\u00edveis e aqueles que investem em Angola t\u00eam podido expatriar os seus dividendos livremente e, mais importante, em tempo oportuno&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos a trabalhar para continuar nesta trajet\u00f3ria de crescimento econ\u00f3mico, para que os grandes problemas sociais do pa\u00eds possam ser resolvidos, com especial realce para os n\u00edveis de desemprego, que atualmente se situam muito elevados&#8221;, salientou, considerando &#8220;um imperativo&#8221; o aumento da produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo constitui hoje &#8220;mais de 95% dos recursos de exporta\u00e7\u00e3o e mais de 60% das receitas tribut\u00e1rias do pa\u00eds&#8221;, indicou, reiterando que Angola quer diversificar a sua economia.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s queremos acabar com esta grande depend\u00eancia de petr\u00f3leo e edificar em Angola uma economia mais forte e mais sustentada&#8221;, sutentou.<\/p>\n<p>Considerou ainda que Portugal \u00e9 &#8220;um pa\u00eds com uma economia cada vez mais diversificada, com uma economia orientada para o exterior&#8221; e, por isso, &#8220;as parcerias de empresas angolanas com empresas portuguesas em certos setores podem oferecer as empresas de Angola boas oportunidades para terem uma boa presta\u00e7\u00e3o em outros mercados e contribuir para a diversifica\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es do nosso pa\u00eds&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Manuel Nunes J\u00fanior falava na abertura do F\u00f3rum Econ\u00f3mico Portugal-Angola, este ano dedicado ao tema &#8220;Constru\u00edmos rela\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas&#8221;.<\/p>\n<p>O objetivo foi debater e analisar o desempenho e perspetivas sobre o futuro da economia angolana, para tornar as rela\u00e7\u00f5es com Portugal, do ponto de vista empresarial, &#8220;mais operacionais e profundas&#8221;.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o de abertura contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a do ministro da Economia e do Mar de Portugal, Ant\u00f3nio Costa e Silva, que considerou Angola &#8220;um parceiro comercial e econ\u00f3mico de muito significado para Portugal&#8221;, apontando que &#8220;em 2022 as exporta\u00e7\u00f5es de Portugal para Angola passaram os 1.400 milh\u00f5es de euros&#8221;.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro de Estado para a Coordena\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica de Angola afirmou hoje, no Porto, que o seu pa\u00eds est\u00e1 aberto ao investimento em praticamente todos os setores da sociedade, defendendo parcerias entre empres\u00e1rios dos dois pa\u00edses. 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