{"id":100150,"date":"2023-04-17T17:47:32","date_gmt":"2023-04-17T16:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/?p=100150"},"modified":"2023-04-18T11:00:51","modified_gmt":"2023-04-18T10:00:51","slug":"airbus-e-air-france-absolvidas-de-queda-de-aviao-que-matou-228-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/2023\/04\/17\/airbus-e-air-france-absolvidas-de-queda-de-aviao-que-matou-228-pessoas\/","title":{"rendered":"Airbus e Air France absolvidas de queda de avi\u00e3o que matou 228 pessoas"},"content":{"rendered":"<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text margin-top-30\">\n<p class=\"article-lead readthis-1480076\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-100151\" src=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/AC9A8F73-C934-4883-A599-EA6E0EDD51AC-770x434.jpeg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/AC9A8F73-C934-4883-A599-EA6E0EDD51AC-770x434.jpeg 770w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/AC9A8F73-C934-4883-A599-EA6E0EDD51AC-768x433.jpeg 768w, https:\/\/rna.ao\/rna.ao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/AC9A8F73-C934-4883-A599-EA6E0EDD51AC.jpeg 799w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><br \/>\nUm tribunal parisiense absolveu hoje o fabricante europeu Airbus e a companhia a\u00e9rea Air France da acusa\u00e7\u00e3o de homic\u00eddio involunt\u00e1rio ap\u00f3s a queda em 2009 do voo de liga\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro\/Paris, que matou 228 pessoas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"hidden-content relative\">\n<div class=\"mx-3 mx-md-5 article-text\">\n<section class=\"article-body readthis-1480076\">Quase 14 anos ap\u00f3s o desastre, o tribunal criminal de Paris absolveu as duas empresas, decidindo que, embora tivessem existido &#8220;falhas&#8221;, tal &#8220;n\u00e3o permitiu demonstrar qualquer rela\u00e7\u00e3o causal&#8221; com o acidente com o voo AF447, um Airbus A330-200.<\/p>\n<p>O acidente levou a mudan\u00e7as duradouras nas medidas de seguran\u00e7a das aeronaves, uma vez que a investiga\u00e7\u00e3o oficial descobriu que para o acidente contribu\u00edram m\u00faltiplos fatores, incluindo erro do piloto e a sobreposi\u00e7\u00e3o de gelo nos sensores externos.<\/p>\n<p>A leitura da decis\u00e3o foi presenciada por familiares de v\u00edtimas, com alguns a chorar, uma vez que aguardavam uma condena\u00e7\u00e3o de ambas as empresas, deixando-os estupefactos, segundo relatou a ag\u00eancia noticiosa France-Presse (AFP).<\/p>\n<p>O julgamento, que durou cerca de dois meses (entre 10 de outubro a 08 de dezembro de 2022), deixou as fam\u00edlias enlutadas em raiva e desilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Invulgarmente, at\u00e9 o Minist\u00e9rio P\u00fablico defendeu a absolvi\u00e7\u00e3o, admitindo que o processo n\u00e3o produziu provas suficientes de atos il\u00edcitos criminais por parte das duas empresas.<\/p>\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o atribuiu a responsabilidade sobretudo aos pilotos, que tamb\u00e9m morreram no acidente. Os advogados da Airbus tamb\u00e9m culparam o erro do piloto e os da Air France defenderam que as verdadeiras causas do acidente nunca ser\u00e3o conhecidas.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m corre o risco de ser preso, pois apenas as empresas est\u00e3o a ser julgadas naquele que foi o mais mort\u00edfero acidente da hist\u00f3ria das companhias a\u00e9reas francesas.<\/p>\n<p>A Air France j\u00e1 indemnizou as fam\u00edlias das pessoas mortas, oriundas de 33 pa\u00edses, em grande parte franceses (72) e brasileiros (58).<\/p>\n<p>O avi\u00e3o A330-200 desapareceu do radar numa tempestade sobre o Oceano Atl\u00e2ntico a 01 de junho de 2009, com 216 passageiros e 12 membros da tripula\u00e7\u00e3o a bordo.<\/p>\n<p>Para encontrar o avi\u00e3o foram necess\u00e1rios dois anos, o que permitiu recuperar as grava\u00e7\u00f5es contidas nas caixas negras, que se encontravam no fundo do oceano, a mais de 4.000 metros de profundidade.<\/p>\n<p>Os primeiros destro\u00e7os foram encontrados nos dias que se seguiram ao acidente, mas o grosso do aparelho s\u00f3 viria a ser localizado dois anos mais tarde, ap\u00f3s uma longa busca.<\/p>\n<p>As caixas negras confirmaram o ponto de partida do acidente: o gelo nos sensores de velocidade &#8220;pitot&#8221; enquanto o avi\u00e3o voava a grande altitude numa dif\u00edcil zona de &#8220;turbul\u00eancia&#8221; perto do equador.<\/p>\n<p>Um dos copilotos, perturbado pelas consequ\u00eancias desta falha, adotou uma trajet\u00f3ria ascendente e, num estado de incompreens\u00e3o, os tr\u00eas pilotos n\u00e3o conseguiram recuperar o controlo do avi\u00e3o, que estagnou e se despenhou no oceano 4,23 minutos mais tarde.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es revelaram que incidentes com sensores semelhantes tinham ocorrido repetidamente nos meses que antecederam o acidente.<\/p>\n<p>Para o tribunal, a Airbus cometeu &#8220;quatro imprud\u00eancias ou neglig\u00eancia&#8221;, em particular n\u00e3o ter substitu\u00eddo o modelo dos sensores `pitot`, conhecido como &#8220;AA&#8221;, que parecia congelar mais frequentemente na frota A330-A340, e o facto de ter mostrado &#8220;reten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o&#8221; das empresas.<\/p>\n<p>A Air France cometeu duas &#8220;imprud\u00eancias&#8221;, ligadas \u00e0 forma como distribu\u00eda uma nota de informa\u00e7\u00e3o aos seus pilotos sobre a falha dos sensores.<\/p>\n<p>No entanto, segundo o tribunal, do ponto de vista penal, &#8220;um prov\u00e1vel nexo de causalidade n\u00e3o \u00e9 suficiente para caracterizar uma infra\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Neste caso, no que diz respeito \u00e0s falhas, n\u00e3o p\u00f4de ser demonstrado um nexo de causalidade com o acidente.<\/p>\n<p>Durante o julgamento, que decorreu entre 10 de outubro a 08 de dezembro de 2022, o Minist\u00e9rio P\u00fablico pediu a absolvi\u00e7\u00e3o, considerando que a culpa das empresas era &#8220;imposs\u00edvel de provar&#8221;.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tribunal parisiense absolveu hoje o fabricante europeu Airbus e a companhia a\u00e9rea Air France da acusa\u00e7\u00e3o de homic\u00eddio involunt\u00e1rio ap\u00f3s a queda em 2009 do voo de liga\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro\/Paris, que matou 228 pessoas. 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